quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Bordados da Vida"


Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo. Ela respondia que estava bordando.

Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada, e repetia: “Mãe, o que a senhora está fazendo?”

Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos...Eu não entendia nada.

Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava: “Filho, saia um pouco para brincar, e quando terminar meu trabalho eu chamo você e lhe coloco em meu colo. Deixarei que veja o trabalho de minha posição.

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outras claras? Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados? Por que estavam tão cheios de nós e pontos? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?

Um dia, quando eu estava brincando no quintal,ela me chamou. “Filho, venha aqui e sente em meu colo”.

Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer. Lá de baixo parecia tão confuso! E, de cima, eu vi uma paisagem maravilhosa!” Então minha mãe disse:

- “Filho, de baixo para cima parecia confuso e desordenado porque você não viu que na parte de cima havia um belo desenho...

...Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo”.

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: “Pai, o que estás fazendo?”
Ele parece responder: “Estou bordando a sua vida, filho”.

E eu continuo perguntando: “Mas está tudo tão confuso...Pai, tudo está desordenado. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros... Por que não são mais brilhantes?”

O Pai parece dizer: “Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se...confie em mim. Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo, e então vai ver o plano da sua vida da minha posição”.

Às vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.

É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando.



Prof. Damásio de Jesus

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"Pense nisso por alguns segundos..."


Você tem o direito de escolher com quem,
e como vai viver.
Você pode mudar a sua vida.
Você pode estruturar a sua vida como quiser.
Porque você é livre!
Você é livre para sofrer tudo o que você quiser!
Perceba que sua liberdade lhe dá condições para
sofrer tudo o que você quiser.
Com uma simples cara fechada de seu marido resfriado, você pode acabar numa crise conjugal de um mês.
Por causa de uma buzinada no trânsito, você pode
se irritar o dia inteiro.
Com a inflação do mês você entra em depressão profunda.
Porque você é livre!
Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer
tudo o que quiser.
Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode
impedir você de se sentir pobre.
Nem um grande amor pode impedir você de
se sentir mal amado.
Nem muitos amigos podem impedir você de
se sentir solitário.
Nem mesmo o sucesso pode impedir você de
se sentir fracassado.
Porque você é livre!
Você só vai parar de sofrer quando você quiser!
Perceba que é sua a opção pelo sofrimento.
Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver,
outras para sofrer.
E pensam que é seu destino sofrer.
Isso é pura ilusão!
Só quando você decidir, você pára de sofrer.
Porque você é livre!

Roberto Shinyashiki
(do livro "A Carícia Essencial")


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"Nossas Qualidades atraem Hostilidade"


Crescemos e nos formamos levando em consideração, basicamente, aquilo que ouvimos dos nossos pais e professores. Por influência deles, somos levados a concluir que é conveniente sermos pessoas boas, esforçadas, trabalhadoras e gentis com os nossos colegas, uma vez que este é o caminho para sermos aceitos e queridos por eles. Uma das mais desagradáveis surpresas que muitos de nós tiveram ao longo da adolescência reside no fato de que,exatamente por sermos portadores de tais qualidades, somos muito mais hostilizados que amados.

A idéia de que o acúmulo de virtudes despertará o amor das pessoas parece lógica, de modo que quase todos se esforçam nesta direção. Só não agem de modo legal aqueles que não conseguiram o desenvolvimento interior necessário para, por exemplo, controlar seus impulsos agressivos ou renunciar a determinados prazeres imediatos em favor de outros, maiores, colocados no futuro. Assim, ao longo da vida adulta convivem dois tipos de pessoas: aqueles que conseguiram vencer estes obstáculos interiores e se tornaram criaturas melhores, e outros que não foram capazes de ultrapassar estas primeiras e fundamentais dificuldades – e que se esforçam ao máximo para disfarçar suas fraquezas. Os primeiros são os que saíram vencedores no primeiro combate importante da vida, o de “domesticar” seus próprios impulsos destrutivos, e se transformaram em criaturas portadoras das propriedades humanas que somos unânimes em catalogar como virtudes.

O que acontece? Os perdedores se sentem incomodados e humilhados pelo fato de não possuírem igual capacidade de controle interior. Este dado é muito importante, pois indica que, independentemente do que digam, os perdedores sabem perfeitamente quais são as virtudes e as apreciam; não aderem a elas porque isto implica em um esforço que não são capazes de fazer. De todo modo, os perdedores – que adoram desfilar como “superiores” e indiferentes às questões de moral –, por se sentirem humilhados, também se sentem agredidos pela presença daquelas virtudes em uma outra pessoa que não neles próprios. Comparam-se com o virtuoso, consideram-se inferiores a eles, sentem-se por baixo, irritados com a presença daquelas virtudes que adorariam possuir. A vaidade dos perdedores fica ferida e eles, como têm pouca competência para controlar a agressividade, saem atirando pedras.

É claro que tais pedradas têm de ser sutis para que não denunciem todos os passos do mecanismo da inveja: reação agressiva derivada de suposta ofensa na vaidade daquele que se sentiu inferiorizado por não ter as virtudes que lhes provocaram a admiração. Sim, porque o invejoso admira muito o invejado; senão seria tudo totalmente sem sentido. Saber que o bandido inveja o mocinho é uma das razões da esperança que sempre tive no futuro da nossa espécie.

As “agulhadas”, as indiretas e as observações depreciativas e inoportunas próprias da inveja existem de modo muito intenso entre irmãos (eternos rivais), entre marido e mulher, assim como em todas as outras relações sociais e profissionais. É praticamente impossível uma pessoa se destacar por virtudes ou competências especiais sem ser objeto da enorme carga negativa derivada da hostilidade invejosa. O mais grave é que não fomos educados para isso, de modo que nos surpreendemos e ficamos chocados ao observarmos esse resultado. A decepção é tal que muitos se desequilibram quando atingem algum tipo de destaque, condição na qual são levados a um estado de solidão – o oposto do que pretendiam. Uns se drogam e outros tratam de destruir rapidamente o que construíram, de modo a deixarem de ser objeto de inveja.

Tudo isso é, além de triste, inevitável, ao menos no estágio atual do nosso desenvolvimento emocional. Poderíamos ser ao menos alertados por uma educação mais sincera e sem ilusões. Toda ilusão trará uma desilusão! A maior parte das pessoas jamais imaginou, por exemplo, o volume de problemas e de decepções por que passam as moças mais belas, especialmente quando isso se associa a uma inteligência sofisticada e a uma formação moral requintada. São portadoras daquelas virtudes que mais aparecem e encantam a todos. São, por isso mesmo, objeto de uma hostilidade inesperada e enorme.


 

Por: Flávio Gikovate, médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Autor de vinte livros, entre eles, "Ensaios sobre o Amor e a Solidão" e "A Liberdade Possível".

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Em busca do Jardim"


Uma criança brincava no parque com sua mãe, quando avistou próximo dali um lindo jardim. Flores coloridas, brancas, vermelhas, rosas e amarelas a convidavam a brincar.

A criança, sem pensar, olhou para aquelas belas flores e saiu correndo pelo parque em busca do jardim. Só que, no caminho, tropeçou em uma pedra e caiu, e ao cair chorou, e ao chorar teve socorro.
Um senhor que estava ali, vendo a criança em desespero, aproximou-se e sentou-se carinhosamente ao seu lado.

-Você está bem?- disse o homem.

-Eu caí quando tentava chegar ao jardim. Caí e estou triste, acho que vou desistir de ir para lá. - disse a criança chorando.

O homem olhou penalizado e com doçura disse:

-Meu bem, um dia, há muito tempo, eu também caí ao buscar o jardim.
Caí, e não mais me levantei, eu desisti. Desisti do motivo maior que me impulsionava.
A chama que havia em meu peito gritava: "Vá, acredite!"
Mas eu não fui. Caí e desisti. Abandonei o que minha alma tanto buscava.
Sofri e aprendi.

Ouça: Ali na frente, você vê um jardim. Você sente que é lá que você prefere estar.
Uma voz dentro de você diz: "Seja, vá, acredite!"
Mas, lembre-se filha, sempre haverá pedras em seu caminho.

A criança, mais calma, olhou para o homem e perguntou:

-Por que as pedras? O caminho não poderia estar livre?

O homem olhou nos olhos da criança, um olhar tão sincero e sereno que a criança sentiu-se amparada e protegida, então o homem falou:

-Todos podem chegar ao jardim. Todos. Mas as flores são sensíveis e delicadas. Por isso precisam ser protegidas de pessoas despreparadas que poderiam destruí-las.
A natureza colocou pedras no caminho para permitir que só aqueles que tiverem a sensibilidade de entender que as pedras não foram feitas para impedir a chegada, mas para serem contornadas, cheguem até lá!

A criança enxugou as lágrimas, levantou-se e continuou em busca do jardim.

(Eliane de Araujoh)


domingo, 27 de janeiro de 2013

"Não deixe o Amor passar"


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as

loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a
melhor coisa da vida: O AMOR.

(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 26 de janeiro de 2013

"Sementes de Reflexão"


Quando parecia que nada iria acontecer,
uma novidade aparece... 
E o mundo se transforma...

Este é o momento propício para você aprender que
sempre é possível ir além do que pensaria poder.

Saber recomeçar na vida é tão importante
como saber viver.

Não desanime! Se você transportar um punhado
de terra todos os dias, logo terás uma montanha.

Não desanime se errou, erga-se e recomece,
talvez chegue ao fim da luta cheio de cicatrizes,
mas estas se transformarão em luzes.

Seja corajoso. Reaja com firmeza porque
 o auxílio lhe chegará na hora oportuna.

Você nunca será um velho enquanto tiver um ideal.

A rotina cansa e corrói a alma, desalenta e
carcome o entusiasmo.
 
Renove cada manhã seu armazenamento de alegria de viver.

Preste atenção ao que está fazendo;
o ontem já lhe fugiu das mãos, o amanhã não chegou.

Você já parou para pensar quanto tempo a gente
 perde por não ter tempo de pensar ?

Não perca tempo em olhar para trás para ver o que já fez.

Olhe para frente e caminhe confiante e alegre
e veja que tem muito por fazer.

(desconheço a autoria)


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

"Às vezes não enxergamos o que temos..."


Um dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:

- Sr Bilac, estou precisando vender meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderia redigir um anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou um papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes na varanda".

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.

- Nem pense mais nisso! - disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que eu tinha.

Às vezes não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe, atrás de miragens de falsos tesouros. Valorize o que tens: as pessoas, a família, os amigos, os momentos...

Às vezes não enxergamos o que temos, pelo simples fato de ser nosso.

(Desconheço o autoria)


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"O Lenhador e a Raposa"


Nos arredores da Mata Atlântica, no começo do século passado, vivia um pobre lenhador, seu bebê e sua raposa. A ingrata esposa o havia abandonado por não suportar aquela vida difícil; ficara fascinada pelas mirabolantes histórias de um mascate e resolvera seguí-lo mundo afora.
O pobre lenhador precisava trabalhar e não restava outra alternativa, a não ser deixar seu filhinho aos cuidados da raposa. Todas as noites, ao voltar o lenhador para casa, a cena se repetia: a raposa lhe aguardava sorridente e o bebê dormia tranqüilamente no bercinho.
Os vizinhos, miseráveis também, alertavam aquele lenhador sobre o perigo que era deixar o seu bebê aos cuidados de uma raposa. "A raposa é um bicho e quando sentir fome e não encontrar comida, com certeza vai comer o seu filho. É o instinto animal."
O lenhador garantia-lhes que aquela raposa era fiel e que o bebê não corria qualquer tipo de risco. Ele a havia encontrado abandonada na floresta há muitos anos e criara como parte da família.
Os vizinhos, que falavam mas nunca se ofereceram para cuidar do bebê, continuavam alertando o lenhador sobre o perigo que a criança corria. Falavam tanto que acabaram preocupando o pobre homem. Por mais que afirmasse confiar no animal, aquele pai saía para trabalhar com o coração na mão e voltava apreensivo, temendo que alguma coisa realmente pudesse ocorrer com seu filho.
Certa noite, ao retornar à pobre casa, o lenhador encontrou sua sorridente raposa com a boca toda ensangüentada. Tamanho foi o seu desespero que aquele homem não pensou duas vezes. Deu um golpe mortal na raposa com seu machado e correu para o berço. Qual não foi a sua surpresa ao encontrar seu filhinho dormindo tranqüilamente e, aos pés do berço, os restos mortais de uma cobra venenosa.


Assim é a vida, quando temos uma fé firme, temos segurança. Mas quando deixamos as dúvidas, lançadas pelos "amigos", rondarem a nossa fé, somos vítimas de ações precipitadas que poderão ser motivo de eterno remorso. É preciso não fraquejar na fé, para não deixar que aconteça na sua vida o que aconteceu com aquele pobre lenhador.

(desconheço a autoria)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"A Pintura no Barco"

Um homem foi contratado para pintar um barco. Trouxe tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um azul brilhante, como o cliente queria. Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava vazando pelo fundo do barco, e decidiu consertar o vazamento.
Quando terminou a pintura, recebeu o dinheiro e se foi.
No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e lhe deu mais uma bela importância.
O pintor ficou surpreso:
- O senhor já me pagou pela pintura do barco.
- Mas isto não é pelo trabalho de pintura! É por ter consertado o vazamento do barco...
- Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante...
- Meu caro amigo, você não compreendeu. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu...Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando a tinta secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei que o barco tinha um furo..Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornar sãos e salvos....Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado!
Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua "pequena" boa ação...

Não importa para quem, quando, de que maneira.
Sempre que for possível, sempre que depender de você, e principalmente,
dentro de suas possibilidades, vá além ... este poderá ser o seu diferencial !
(desconheço a autoria)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

"A Tigela de Madeira"


Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.

A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam no momento da refeição. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.

"Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho.
"Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão."

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.

Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.

O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.

Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente à criança:

"O que você está fazendo?"

O menino respondeu docemente:

"Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer."

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.

Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.

Naquela noite, o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E, por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje. A vida continua, e amanhã será melhor.
Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.
Aprendi que não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa que "saber viver".
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance e que viver não é só receber, mas também dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas, se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto. E que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém. As pessoas gostam de um toque humano, receber um abraço afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
E aprendi que as pessoas se esquecerão do que você disse, esquecerão o que você fez, mas nunca esquecerão como você as tratou.

(Desconheço a autoria) 


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"Procure os seus Caminhos..."



“... Procure os seus caminhos,
mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado,comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"


(Fernando Pessoa)



domingo, 20 de janeiro de 2013

"Diga-me como ele trata o garçom (e a mãe) e …"


“Sabe, um homem a gente conhece pelo modo como ele trata o garçom”. Escutei isso de uma moça que trabalhou comigo lá em Belo Horizonte. Ela tinha terminado com um cara que dentre poucas e boas (melhor, “muitas e péssimas”) que ele aprontava estava destratar os garçons de todos os restaurantes em que iam juntos. Fazia o pedido de modo mal educado, sempre reclamava de alguma coisa e exigia que trocassem, aumentava o tom de voz, enfim, bancava o machão poderoso. Credo!

Se ele vira para o lado e rosna com o garçom... tchau clima da noite, foi embora junto com o encanto do moçoilo que era pouco e se acabou.
O cara ainda era pão duro! Eles iam a uma pizzaria e o assunto dele era “que pizza cara, heim? Pensa bem, quanto custa este tantinho de queijo? R$ 2,00? E essas azeitonas… esse bacon… o tomate … somando com isso e aquilo …. não dá um terço do preço que cobram por ela! Um absurdo! E olha que eles compram no atacado, então os espertinhos lucram é muito mais…”. Bom, a muquiranice dele já estragava bastante todo passeio. Acrescente a isto o modo como tratava o garçom. A moça em questão me contou este caso quando já estava recém-casada com outro “que, graças a Deus, é ótimo e trata super bem todo garçom”.

Faz sentido o ela me disse. Uma pessoa, não só um namorado, demonstra muito sobre sua personalidade no modo como trata o garçom. Ah, também não precisa bancar o amigão dos desconhecidos. Basta enxergar o cara que está servindo como um profissional, o que de fato ele é.

Encontrei uma amiga na semana passada que afirmava categoricamente que nunca mais sairia com uma colega sua de trabalho para bares ou restaurantes. É que a dita cuja sempre cria caso em todo lugar. Pior, o assunto da mesa acaba virando suas infinitas queixas sobre o serviço oferecido. Ela tira a graça de todo encontro com suas reclamações para os amigos e humilhações com os funcionários do lugar. Parece que o que ela mais gosta de fazer é usar de sarcasmo do tipo “nossa, será tão difícil assim entender, terei que desenhar?” para chamar o garçom de burro.

Querido, percebe que o moço ali tem cabeça? OLHE PARA O ROSTO DELE. Obrigada!
Já presenciei um homem sendo muito grosso com um garçom na frente da namorada. Fiquei impressionada com a cena, ele falava apontando o dedo e tudo. Como uma mulher consegue sentir tesão por um escroto desses?, foi o que me ocorreu na hora. Bom, não estou dizendo que reclamar seja algo errado. Pelo contrário, se tiver algum problema no atendimento, deve falar sim, é um direito que temos. O que não dá para agüentar é gente estúpida que aproveita que o outro não pode reagir (se não perde o emprego) para se comportar como uma criança mimada ou como um senhor de escravos. Se uma mulher sai uma vez com o cara e ele faz alguma feiúra com o garçom… sei não, mau sinal….

Para conhecer um homem no início de um relacionamento é preciso observar o comportamento dele com todas as pessoas, não só com você. Como ele trata a mãe dele? Acho importantíssimo saber isso. Não precisa perguntar, só observar mesmo. Ele é impaciente, ríspido, mandão/folgadão com ela? Fique de olho nisso. Uma amiga minha de faculdade terminou um namoro quando viu como o cara tratava a mãe dele. “Se você trata a sua m-ã-e assim, como vai me tratar no futuro?”, foi o que ela questionou antes de por um ponto final sem precisar ouvir a resposta ou esperar o futuro. Hoje ela é casada com um cara muito fofo, super carinhoso com os pais e os irmãos dele e mais ainda com a filhinha linda que ela e ele tiveram.

Se além de respeitoso com a mãe ele for um docinho com a avó, hum... bom sinal!
Ah, outra ressalva. Não digo que o cara tem que ser amigão da mãe e um filho perfeito e exemplar. Mães são seres humanos e tem mãe que é bem complicada, né? Enfim, as pessoas tem menor ou maior afinidade entre si. Também não vai exigir que ele tenha a mesma relação com a mãe dele que você tem com a sua. Porém ao menos consideração, respeito e gratidão têm que estar estampados na relação dele com ela. Cara que trata a mãe como um pano de chão não merece um pingo de confiança. (Que fique claro que quando digo mãe me refiro à pessoa que bem criou e não a que pariu, às vezes isso não coincide)

Resumindo, o comportamento dele com o garçom revela quem ele é socialmente. A relação dele com a mãe indica como ele é quando tem intimidade. Uma pessoa que só trata bem você, e os outros mal, nunca é legal. Observe e desconfie.

Vocês também acham que prestar atenção nisso é importante ou eu estou exagerando?

Quais outras dicas dariam para uma mulher que quer conhecer mais da personalidade de um pretendente?


(Sílvia Amélia)

sábado, 19 de janeiro de 2013

"Caminhos do Amanhã..."


Que seu caminhar seja cheio de encantos,
para que possas fazer de seus sonhos,
algo real e palpável.
Que seu caminhar seja sem obstáculos,
para que possas seguir confiante,
em busca de seus ideais.
Que seu caminhar seja firme,
na vontade e capacidade de conquistar
novos e velhos amigos.
Pois só os amigos agem em seu caminhar,
como pequenos querubins sempre companheiros,
protetores e eternos vigilantes.
Para que em seu caminhar e também ,
em todos os momentos de sua vida
possas ter como companheira fiel,
a mais prodigiosa das conquistas.
A tua Felicidade !



(desconheço a autoria)


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

"Coma os Morangos..."


Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore.

Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo. O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente.
Embaixo, prontas para engolí-lo quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas.
Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando.
Abaixava depressa a cabeça para não perdê-la na sua boca.
Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas de seu pé. As onças embaixo querendo comê-lo, e o urso em cima querendo devorá-lo.


Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol.
Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.
Quando pode olhá-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza.
Então, levou o morango a boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.

Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso.

Talvez você me pergunte: "Mas, e o urso?"
Dane-se o urso e coma os morangos!
E as onças?
Azar das onças, coma os morangos!

Às vezes, você esta em sua casa no final de semana com seus filhos e amigos, comendo um churrasco.
Percebendo seu mau humor, seu(sua) esposa(o) lhe diz: - Meu bem, relaxe e aproveite o domingo!
E você, chateado(a), responde: "Como posso curtir o domingo se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa?"

Relaxe e viva um dia por vez:
Coma o morango. Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.

Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças, arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida, é importante saber comer os morangos, sempre.
A gente não pode deixar de comê-los só porque existem ursos e onças.

Você pode argumentar: Eu tenho muitos problemas para resolver.
Problemas não impedem ninguém de ser feliz. O fato de seu chefe ser um chato não é motivo para você deixar de gostar de seu trabalho.
O fato de sua mulher estar com tensão pré-menstrual não os impede de tomar sorvete juntos.
O fato do seu filho ir mal na escola não e razão para não dar um passeio pelo campo.
Coma o morango, não deixe que ele escape.
Poderá não haver outra oportunidade para experimentar algo tão saboroso.


Saboreie os bons momentos. Sempre existirão ursos, onças e morangos. Eles fazem parte da vida.
Mas o importante é saber aproveitar o morango, porque o urso e a onça não dão tempo para aproveitar.
Coma o morango quando ele aparecer. Não deixe para depois. O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é ilusão que sempre será diferente do que imaginamos.

As pessoas vêem o sucesso como uma miragem.
Como aquela história da cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança.
As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade. Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as tornam felizes.
Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixarão felizes.
Elas esquecem que a felicidade e construída todos os dias.
A felicidade não é algo que você vai conquistar fora de você. A felicidade é algo que vive dentro de você, de seu coração.

(desconheço a autoria)


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Castelos de Areia"


Num dia de verão, estava na praia, observando duas crianças
brincando na areia.
Elas trabalhavam muito, construindo um castelo de areia, com torres,
passarelas e passagens internas.

Quando estavam quase acabando, veio uma onda e destruiu tudo,
reduzindo o castelo à um monte de areia e espuma.
Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado,
mas tive uma surpresa.
Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, Sorrindo,
de mãos dadas e começaram a construir outro castelo...
Compreendi que havia recebido uma importante lição:
Gastamos muito tempo de nossas vidas construindo alguma coisa.
E mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e
destruir o que levamos tanto tempo para construir.
Mas quando isso acontecer, somente aquele que tem
as mãos de alguém para segurar,
será capaz de dar uma reviravolta!
Tudo é feito de areia...
Só o que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.

(desconheço a autoria)


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"O Rio e o Oceano"


Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano,
Ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada,
Os cumes, as montanhas,
O longo caminho sinuoso através das florestas,
Através dos povoados,
E vê à sua frente um oceano tão vasto,
Que entrar nele nada mais é do que
Desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano
É que o medo desaparece.
Porque apenas então o rio saberá
Que não se trata de desaparecer no oceano,
Mas ... tornar-se oceano.
Se por um lado é desaparecimento,
Por outro lado é renascimento.


(desconheço a autoria)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"O Tempo Certo..."



De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo!
Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
Mas alguém poderia dizer:
- Mas qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais.
Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.
Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa!
Basta você acreditar que nada acontece por acaso!
E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda.

Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

(desconheço a autoria)

domingo, 13 de janeiro de 2013

"A Fábula da Borboleta"

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas...
...Como ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.

O homem decidiu ajudar a borboleta: Pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno, e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo.

Nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas.
Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia para que o fluído do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estivesse pronta para voar, livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossas vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados.
 Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.
Nós nunca poderíamos voar...

Lembre-se!!!!
Você pediu Forças... e Deus te deu dificuldades para te fazer forte.
Você pediu Sabedoria... e Deus te deu problemas para resolver.
Você pediu Prosperidade... e Deus te deu cérebro e músculos para trabalhar.
Você pediu Coragem... e Deus te deu perigos para enfrenatar.
Você pediu Amor... e Deus te deu pessoas com problemas para ajudar.
Você pediu Favores... e Deus te deu Oportunidades.
Você não recebeu nada do que pediu...
Mas você recebeu tudo de que precisava.
(desconheço a autoria)


sábado, 12 de janeiro de 2013

"O que faz o Medo..."


Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.
Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculo e dizia-lhes, então:

”Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim serem lá trancados".

Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano:

-Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?

-Diga, soldado.

-O que havia por detrás da assustadora porta?

-Vá e veja você mesmo.

O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida em que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente... E, finalmente, ele descobre, surpreso, que...a porta se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE !!!

Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?

Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?

Pense nisso!
Viva, sem medo de abrir novas portas!

(desconheço a autoria)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"A Razão e a Emoção"


Ninguém jamais conseguiu explicar como foram criadas as almas gêmeas, mas eu me lembro bem dessa história.
Estavam lá no céu, todas as almas, umas eram somente razão, outras somente emoção, duas filas distintas.
Finalmente, chegou a minha vez de ser colocada em uma das filas. Olhei para ambas e me identifiquei com a da razão. Acontece, porém, que quando avistei você na da emoção, meus olhos brilharam, foi como se fosse um imã a me puxar.
Aproximei-me do Criador e lhe disse:

- Eu gostaria de ficar na fila da emoção, pode ser? ... é que existe uma doce alma por lá, que me encantou.
- Está bem, falou-me Ele, você até poderá escolher seu lugar, mas antes quero lhe explicar algo, depois então você fará a sua opção."Existem almas que são gêmeas,tudo nelas é  igual, a única diferença que eu coloquei foi a razão e a emoção, justamente para que elas possam se completar, é como se fosse um encaixe. Possuo uma grande percepção para distinguir as almas gêmeas e por isso entendi, que aquela que se encontra ali na fila da emoção é a sua (Ele falou apontando para você). Daí querer te colocar na da razão."
"Caso vocês fiquem juntas, o encanto das almas gêmeas se acabará, ao passo que se ficarem separadas, ele permanecerá. No entanto, devo lhe contar algo, as almas gêmeas, nem sempre se encontram, porém vivem sempre unidas pelo coração e por elas próprias. Por outro lado quando se encontram, jamais se separam, nem mesmo eu consigo executar esse afastamento."

Entendi naquele momento que a razão não sobrevive sem a emoção, e a emoção por sua vez, precisa da razão para viver.

Nesse instante fiz a minha escolha:

- Prefiro a fila da razão!

Encaminhei-me para o meu lugar, me posicionei e nesse mesmo instante, você, que não tinha até então percebido a minha presença, olhou-me e sorriu!

Hoje, eu sou a razão, você a emoção, eu te dou o chão e você me leva à lua.

Hoje, eu entendo o que o Criador quis me dizer com: "...é como se fosse um encaixe."

Hoje, eu sou a razão correndo atrás da emoção e você a emoção pedindo aos céus que eu possa pertencer a mesma fila que você.

Mas, o que que você não sabe é que fui eu mesma quem escolheu o meu lugar, só para ser a sua alma gêmea.

O que você não sabe é que, mesmo antes de pertencer a qualquer uma das filas, eu já te amei.

Quando voltarmos para o lado de lá, você há de entender tudo isso e se eu puder escolher uma das filas novamente, eu ainda vou querer ficar separada de você. A única diferença é que escolherei a fila da emoção para sonhar como você sonhou e que você fique na da razão para entender como eu sofri!

(Silvana Duboc)


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"Algumas frases de Chico Xavier..."


"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta."

"Deixe algum sinal de alegria, onde passes."

"A criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor."

"A desilusão de agora será benção depois."

"A verdade que fere é pior do que a mentira que consola."

"Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito."

"Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!"

"Quem é perseguido, muitas vezes ainda consegue ir adiante, principalmente se estiver sendo perseguido de maneira injusta, mas quem persegue não sai do lugar."

"Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuem."

"Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente."



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"A Aranha e a Fé"


Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.

O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
- Deus Todo Poderoso, fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.

A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.

- Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar...

Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.

Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte.

Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:

- Vamos, entremos nesta trilha.

- Não, não está vendo que tem até teia de aranha? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas.

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.
Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança n'Ele para deixar que Sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.
Nunca desanime em meio às lutas, siga em frente, pois Deus disse: “diga ao fraco que Eu sou forte”.
São nos momentos mais difíceis que encontramos em Deus a nossa força.

(desconheço a autoria)