domingo, 7 de julho de 2013

"Os Três Conselhos"


Um casal de jovens recém casados era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior.
Um dia o marido fez uma proposta à esposa:

- Querida eu vou sair de casa e vou viajar para bem distante, arrumar um emprego e trabalhar até que eu tenha condições de voltar e dar a você uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe de casa, só peço uma coisa: que você me espere e, enquanto eu estiver fora, seja fiel a mim que eu serei fiel a você.

Assim sendo o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudar em sua fazenda. Ele se ofereceu para trabalhar, e foi aceito. Sendo assim, le propôs um pacto ao patrão:

- Patrão eu peço só uma coisa para o Senhor.
Deixe-me trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir embora o Senhor me dispensa das minhas obrigações.
Não quero receber o meu salário.
Quero que o Senhor o coloque na poupança até o dia que eu sair daqui. No dia em que eu sair o Senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho.

Tudo combinado, aquele jovem trabalhou muito, sem férias e sem descanso.

Depois de vinte anos ele chegou para o seu patrão e lhe disse:

- Patrão eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa.

O patrão então lhe disse:

- Tudo bem, nós fizemos um pacto e eu vou cumprir, só que antes eu quero lhe fazer uma proposta.

Curioso ele pregunta qual a proposta e seu patrão lhe diz:

- Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora ou eu lhe dou três conselhos, não lhe dou o dinheiro e você vai embora.
Se eu lhe der o dinheiro, eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro.
Vai para o seu quarto, pensa e depois me dá a resposta.

O rapaz pensou durante dois dias depois procurou o patrão e lhe disse:

- Eu quero os três conselhos.

- Se eu lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro.

- Eu quero os conselhos.

O patrão então lhe falou:

1º "Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida";

2º " Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal";

3º " Nunca tome decisões em momentos de ódio e de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais";

Após dar os três conselhos o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:

- Aqui você tem três pães, dois são para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com a sua esposa, quando chegar em sua casa.

O rapaz seguiu o seu caminho de volta para casa, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava.

Andou durante o primeiro dia e encontrou um viajante que o cumprimentou e lhe perguntou:

- Pra onde você vai?

- Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por esta estrada.

- Rapaz, esse caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez vezes menor e você vai chegar em poucos dias.

O rapaz ficou contente e começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho do seu patrão:

"Nunca tome atalhos em sua vida,caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida".

Então voltou e seguiu o seu caminho. Dias depois ele soube que aquilo era uma emboscada.

Depois de alguns dias de viagem, achou uma pensão na beira da estrada onde pôde hospedar-se.

De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor e muito barulho. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para sair.
Quando lembrou do segundo conselho:

"Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal".

Voltou, deitou-se e dormiu.

Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que sim.

- Então por que não ver o que era, não ficou curioso?

Ele disse que não. Então o hospedeiro lhe falou:

- Você é o único que sai vivo daqui, um louco gritou durante a noite e quando um hóspede saia, ele o matava.

O rapaz seguiu seu caminho e depois de muitos dias e noites de caminhada, já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça da sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta da sua esposa.

O dia estava escurecendo, mas ele pode ver que a sua esposa não estava só.

Andou mais um pouco e viu que ela tinha sentado no colo de um homem a quem estava acariciando os cabelos.

Ao ver aquela cena o seu coração se encheu de ódio e amargura e ele decidiu matar os dois sem piedade.

Apressou os passos, quando se lembrou do terceiro conselho:

"Nunca tome decisões em momentos de ódio e de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais".

Então ele parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo. Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse:

- Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes eu quero dizer para a minha esposa que eu fui fiel a ela.

Dirigiu-se à porta da casa e bateu.
Ao abrir a porta esposa reconhece o seu marido e se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue, tamanha a felicidade dela.

Então com lágrimas ele lhe diz:
- Eu fui fiel a você e você me traiu.

- Como? - e ainda espantada diz: - Eu não lhe traí, o esperei durante esses vinte anos.

- E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?

- Aquele homem é nosso filho. Quando você foi embora, eu descobri que estava grávida e hoje ele está com vinte anos de idade.

Então ele conheceu e abraçou seu filho, contou-lhes toda a sua história enquanto a esposa preparava o café e sentaram-se para tomar o café e comer o último pão.

Após a oração de agradecimento e lágrimas de emoção, ele parte o pão, e ao partí-lo, ali estava todo o seu dinheiro...
                               
    
(autoria desconhecida)

                                                        

sábado, 6 de julho de 2013

"O Choro da Estrela"


Estava Deus caminhando tranquilamente pelo universo, contemplando toda a sua criação
e aproveitando para verificar se tudo estava correndo bem...


Em certo ponto da caminhada, deparou-se com uma de suas estrelinhas, num choro compulsivo!
Com uma certa tristeza, aproximou-se e perguntou:

- Por que choras, minha filha?

A pobre estrela, aos prantos, mal conseguia falar:

- Sabe Pai, estou triste. Não consigo achar uma razão para a minha existência. O Sol, com toda a sua magnitude, fornece Calor, Luz e Energia para as pessoas. As estrelas cadentes, incentivam Paixões e
Sonhos. Os cometas geram Dúvidas e Mistérios.
E eu aqui, parada...

Deus ouviu aquele desabafo atentamente. Com doçura e paciência, decidiu explicar à estrela os porquês, porém, ele foi interrompido por uma voz que vinha de longe...
Era uma criança que caminhava com sua mãe em um dos planetas da região.

A criança dizia:

- Veja mamãe! O dia já vai nascer!

A mãe ficou confusa, como uma criança que mal sabia as horas poderia saber que o sol nasceria, mesmo estando tão escuro?

- Como você sabe disso?

- Veja aquela estrela. Papai disse que ela anuncia o novo dia.
Ela sempre aparece um pouco antes
do sol e aponta o lugar de onde o sol vai sair!


Ouvindo aquilo, a estrela pôs-se a chorar. E Deus calmamente lhe falou:

- Então? Agora sabe o motivo de tua existência?
Tudo que criei fiz por alguma razão de ser:
És a estrela que anuncia o novo dia e com o novo dia,
renovam-se as Esperanças e Sonhos.
Sua missão, é orientar os homens no caminho. Eles sabem que não estão perdidos, pois você irá guiá-los!


A estrela ouviu tudo atentamente, e sentiu uma alegria celestial invadindo sua vida.
A partir de então, brilhou cada vez mais, pois sabia que era muito importante e indispensável ao ciclo da vida!


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Todos nós temos uma razão para estarmos aqui.
Mesmo não sabendo exatamente qual a
razão de estamos aqui, devemos viver intensamente,
semeando Amor e espalhando Alegria.
Só assim, a estrela que habita em nossos corações brilhará mais forte,
iluminando todos que estão ao nosso redor.
Fazendo isso, nós estaremos também, iluminando nossas próprias vidas!


(desconheço a autoria)